Endereço:
Praça da Liberdade, 149, Liberdade São Paulo / SP
Cep: 01503-010
contato@akasakahotel.com.br

Tel. (55 11) 3207-1500
Fax. (55 11) 3207-1788

Toyo Matsuri

TOYO MATSURI NA PRAçA DA LIBERDADE


Um dos festivais de rua mais importantes da cidade de São Paulo, a realizado no primeiro final de semana de dezembro, na Praça da Liberdade. Trata-se do Toyo Matsuri, o festival oriental, com shows de taiko, musica variada e dança tipica. A alguns anos, passou-se a adotar o nobori, uma bandeira comprida tipica japonesa, para enfeitar as ruas. A promocão da ACAL.



Feirinha da Liberdade (semanal)

No ano de 1973, nascia o Bairro Oriental da Liberdade, por iniciativa de um imigrante japones. domiciliado no bairro da Liberdade, saudoso de sua patria natal, mas ao mesmo tempo grato ao pais que o havia acolhido e lhe dado a oportunidade de estabelecer-se dignamente, juntamente com sua familia.




Sua intençãoo era juntar seus sentimentos e prestar aos dois paises sua homenagem. Assim foi que teve a ideia de procurar o Professor Miguel Colassuono, entao prefeito da Cidade de São Paulo e expor sua ideia de ornamentar as ruas com luminarias e jardins que lembrassem o Japão. O Prefeito gostou da ideia e deu as ordens necessarias para que as ruas principais do bairro pudessem ter as caracteristicas de um verdadeiro bairro oriental.



Sempre inovador, o Sr. Tsuyoshi Mizumoto achou que a Praça da Liberdade, a exemplo da Praça da Republica, poderia conter uma Feira de Artes e Artesanato, onde os imigrantes orientais pudessem expor trabalhos tipicos de suas regioes. Novamente procurou o Prefeito que em novembro de 1975 inaugurou a Feira Oriental da Liberdade. Hoje, depois de anos de existencia, a Feira de Arte, Artesanato e Cultura da Praça da Liberdade ja se tornou um evento tradicional onde, não so os orientais mas todo artesão e artista tem seu lugar garantido.



Funcionando todos os domingos das 10:00 as 19:00 hs, a Feira, com suas 240 barracas e um verdadeiro polo turistico e recebe pessoas vindas de todas as partes do mundo, para apreciar e adquirir todo tipo de objetos de adorno, presentes, vestuario, decoração, brinquedos, instrumentos musicais, artigos misticos, orientais, arranjos florais naturais e artificiais e tambem saborear os deliciosos pratos tipicos das cozinhas Oriental e Brasileira.



Tanabata Matsuri

27a ediçao do Tanabata Matsuri e o Festival das Estrelas, aconteceu nos dias 02 e 03 de julho de 2005 (sabado e domingo), no bairro da Liberdade, com objetivo de promover o intercambio cultural entre Brasil e Japao. A festividade folclorica, que atraiu cerca de 130 mil pessoas, promovida pela Associaçao Miyagui Kenjin-kai do Brasil desde 1979.



O Festival São Paulo-Sendai Tanabata Matsuri, um dos maiores acontecimentos culturais realizado pela comunidade nipo-brasileira de São Paulo, decorou as principais ruas da Liberdade com ramos de bambu e enormes enfeites suspensos de papel colorido, os kusudamas, que simbolizam as estrelas do Tanabata. Nos bambus tambem s?o pendurados os tanzakus, cartoes onde sao feitos os pedidos, para que as estrelas realizem.



O evento foi centralizado na Praça da Liberdade e ruas adjacentes, onde foram realizados apresentações de shows e concursos.

A maior atraçao do Festival das Estrelas sao os kusudamas, enfeites feitos de papeis coloridos que simbolizam as estrelas Vega e Altair, protagonistas da lenda que deu origem a esta grande comemoração.


historia do bairro da liberdade

História do Bairro da Liberdade

RUA CONDE DE SARZEDAS

Em 1912 os imigrantes japoneses passaram a residir na rua Conde de Sarzedas, ladeira íngreme, onde na parte baixa havia um riacho e uma área de mangue.

Um dos motivos de procurarem essa rua é que quase todas tinha porões, e os aluguéis dos quartos no subsolo eram incrivelmente baratos. Nesses quartos moravam apenas grupos de pessoas. Para aqueles imigrantes, aquele cantinho da cidade de São Paulo significava esperança por dias melhores. Por ser um bairro central, de lá poderiam se locomover facilmente para os locais de trabalho.

Já nessa época começaram a surgir as atividades comerciais: uma hospedaria, um empório, uma casa que fabricava tofu (queijo de soja), outra que fabricava manju (doce japonês) e também firmas agenciadoras de empregos, formando assim a “rua dos japoneses”.

Em 1915 foi fundada a Taisho Shogakko (Escola Primária Taisho), que ajudou na educação dos filhos de japoneses, então em número aproximado de 300 pessoas.

Em 1932 eram cerca de 2 mil os japoneses em São Paulo. Eles vinham diretamente do Japão e também do interior, após encerrarem o contrato de trabalho na lavoura. Todos vinham em busca de uma oportunidade na cidade. Cerca de 600 japoneses moravam na rua Conde de Sarzedas. Outros moravam nas ruas Irmã Simpliciana, Tabatinguera, Conde do Pinhal, Conselheiro Furtado, Tomás de Lima (Hoje Mituto Mizumoto), onde em 1914 foi fundado o Hotel Ueji, pioneiro dos hotéis japoneses em São Paulo, e dos Estudantes.
Os japoneses trabalhavam em mais de 60 atividades, mas quase todos os estabelecimentos funcionavam para atender a coletividade nipo-brasileira.

A Expulsão

A vida não era fácil para os imigrantes japoneses que viviam em São Paulo, mas havia trabalho, comida e moradia. Nos anos 20 e 30, eles já estavam integrados à vida da cidade. Havia jogos de beisebol nos fins de semana, as crianças podiam estudar em escolas de ensino do idioma japonês. Podia-se saborear comida japonesa nas pensões e ler publicações em japonês.

Em julho de 1941, o governo ordenou a suspensão da publicação dos jornais em língua japonesa. Com o início da guerra no Pacífico, em 1942, o governo de Getúlio Vargas rompeu relações diplomáticas com o Japão, fechando o Consulado Geral do Japão (fundado em 1915 na rua Augusta, 297). No dia 6 de setembro, o governo decretou a expulsão dos japoneses residentes nas ruas Conde de Sarzedas e Estudantes. Somente em 1945, após a rendição do Japão, é que a situação voltou à normalidade na região.

Os Jornais Japoneses

Em 12 de outubro de 1946 foi fundado o jornal São Paulo Shimbun, o primeiro no pós-guerra entre os nikkeis. Em 1º de janeiro de 1947 foi a vez do Jornal Paulista. No mesmo ano foi inaugurada a Livraria Sol (Taiyodo), ainda hoje presente no bairro da Liberdade, que passa a importar livros japoneses através dos Estados Unidos. A agência de viagens Tunibra, inicia as atividades no mesmo ano.
Uma orquestra formada pelo professor Masahiko Maruyama faz o primeiro concerto do pós-guerra em março de 47, no auditório do Centro do Professorado Paulista, na Avenida Liberdade.

O Cine Niterói

Em 23 de julho de 1953, Yoshikazu Tanaka inaugurou na rua Galvão Bueno um prédio de 5 andares, com salão, restaurante, hotel e uma grande sala de projeção no andar térreo, para 1.500 espectadores, batizado de Cine Niterói. Eram exibidos semanalmente filmes diferentes produzidos no Japão, para o entretenimento dos japoneses de São Paulo.
A rua Galvão Bueno passa a ser o centro do bairro japonês, crescendo ao redor do Cine Niterói, tendo recebido parte dos comerciantes expulsos da rua Conde de Sarzedas. Era ali que os japoneses podiam encontrar um cantinho do Japão e matar saudades da terra natal. Na sua época áurea, funcionavam na região os cines Niterói, Nippon (na rua Santa Luzia – atual sede da Associação Aichi Kenjin kai), Jóia (na praça Carlos Gomes – hoje igreja evangélica) e Tokyo (rua São Joaquim – também igreja).

Em abril de 1964 foi inaugurado o prédio da Associação Cultural Japonesa de São Paulo (Bunkyô) na esquina das ruas São Joaquim e Galvão Bueno.

Associação dos Lojistas

Em 1965 foi fundada a Associação de Confraternização dos Lojistas do Bairro da Liberdade, precursora da Associação Cultural e Assistencial da Liberdade – ACAL, sob a presidência de Yoshikazu Tanaka, para defender os interesses do bairro perante as autoridades municipais e estaduais. Com a crescente criminalidade do bairro, promovem encontro com os responsáveis pela Secretaria de Segurança Pública, Polícias Civil e Militar.

A Liberdade passa a ser o local de visita obrigatória para todos os visitantes da cidade. Em 1967, o bairro recebeu a visita do então Príncipe Herdeiro Akihito e da Princesa Michiko, hoje o Casal Imperial do Japão.

Na década de 60, as atividades e os interesses dos japoneses em São Paulo foram conduzidas pela Associação Cultural Japonesa (hoje Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa) e pela Associação dos Lojistas, pois eram as duas entidades mais representativas da comunidade.

Nova Urbanização

O ano de 1968 representou o início das mudanças no bairro. A Diametral Leste-Oeste obrigou o cine Niterói, marco inicial da prosperidade do bairro, a se mudar para a esquina da avenida Liberdade com a rua Barão de Iguape (atualmente funciona no local o Hotel Barão Lu). A rua Conselheiro Furtado, que era estreita, foi alargada, diminuindo a força comercial do local. Além disso, com a construção da estação Liberdade do metrô, na década de 70, alguns pontos comerciais das ruas Galvão Bueno e na Avenida Liberdade desapareceram.

A Liberdade deixou de ser um reduto exclusivo dos japoneses. Muitos deixaram de residir na região, mantendo apenas seus estabelecimentos comerciais. Com isso, o bairro passou a ser procurado também por chineses e coreanos.

Além e lojas, restaurantes e bares orientais, o bairro passou a oferecer outros atrativos. A praça da Liberdade é utilizada como palco para manifestações culturais, como o bon odori, dança folclórica japonesa. Os palcos dos cinemas japoneses passaram a receber também artistas e cantores japoneses.

Graças à iniciativa da Associação da Liberdade, o bairro recebeu decoração no estilo oriental, com a instalação de lanternas Suzurantõ. Em 1973, Liberdade foi vencedora do concurso de decoração de ruas das festas natalinas.

Em 28 de janeiro de 1974, a Associação de Confraternização dos Lojistas passou a ser chamada oficialmente de Associação dos Lojistas da Liberdade. Seu primeiro presidente, Tsuyoshi Mizumoto, buscou a caracterização do bairro oriental. A Feira Oriental passou a ser organizada nas tardes de domingo, com barracas de comida típica e de artesanato, na praça da Liberdade.
No dia 18 de junho de 1978, por ocasião da comemoração dos 70 anos da imigração japonesa no Brasil, iniciou-se a prática do Radio Taissô, na praça da Liberdade. São dezenas de pessoas que fazem uma sessão diária de ginástica.

Nas décadas de 80 e 90, pequenas mudanças ocorreram no bairro. As casas noturnas foram gradativamente substituídas por karaokês, uma nova mania que começava a tomar conta do bairro. As principais atividades culturais da Liberdade são realizadas com a promoção da ACAL e fazem parte do calendário anual do município:

Abril – Hanamatsuri – Festival das Flores, em conjunto com a Federação das Seitas Budistas. O desfile do grande elefante branco carregando o pequeno Buda acontece no sábado.

Junho – Campenato de Sumô da Liberdade – grande campeonato com atletas de todo o país. Realiza-se aqui a seleção dos atletas juvenis que representarão o Brasil no Campeonato Mundial de Sumô. A arena (dohyo) e as arquibancadas são montadas em plena praça da Liberdade.

Julho – Tanabata Matsuri – Festival das Estrelas, em conjunto com a Associação Miyagui Kenjinkai. As principais ruas do bairro são enfeitadas com bambu e grandes enfeites de papel simbolizando as estrelas. Os visitantes colocam um pedaço de papel com pedidos.

Dezembro – Toyo Matsuri – Festival Oriental. Apresentação de várias manifestações culturais do oriente. O bairro recebe o Nobori, coloridas bandeiras verticais.

Dezembro – Moti Tsuki – Festival de Final do Ano. O arroz é socado em pilão para a confecção do moti (bolinhos de arroz) que é distribuído aos presentes para dar sorte. Sempre no dia 31 de dezembro.